sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Truque do Calendário



"Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..."


Mário Quintana (1906 - 1994)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Florada de Inverno

Ipês floridos na na praça Tancredo Neves...

foto: Fagner Roberto Sitta da Silva)

Os 40 anos da chegada à Lua

Mesmo que isso tenha acontecido há quarenta anos...


...o nosso simpático e romântico satélite natural não perdeu nada do seu encanto...


... e ainda continuará a ser fonte de inspiração, como para um haicai:

Os sons da cidade
sem tempo para dormir --
A lua lá no alto.
(Edson Kenji Iura)

E também a sua conquista, como fez o poeta Mario Quintana no dia 20 de julho de 1969:

Todo astronauta que se preze
Há de trazer pelo menos
Um dos anéis de Saturno
E uma camisa de Vênus.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Vida

"A vida não é nem feia, nem bonita, mas é original!"


Ítalo Svevo (1861-1928) - escritor italiano.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Alma Welt


Levado pela minha paixão por sonetos acabei por encontrar, tempos atrás, a poetisa Alma Welt e sua poesia. Sua poesia me encantou e esse encanto fez com que o compartilhasse com a Veridiana Sganzela Santos e depois com os demais membros da APEG (Associação de Poetas e Escritores de Garça).
Segundo o site do Netsaber ALMA WELT (1972-2007) escritora gaúcha nascida em Novo Hamburgo, poeta lírica, grande sonetista (escreveu cerca de 700 belíssimos sonetos). A autora, mulher jovem, belíssima e misteriosa, não se deixava fotografar, somente permitindo a divulgação de seus retratos em desenhos, gravuras e pinturas a óleo de Guilherme de Faria, seu "retatista autorizado", pintor paulista que a ilustrou, prefaciou, e editou, lançando-a no meio artístico paulistano a partir de 2001, quando a descobriu no seu auto-exílio paulistano, num ateliê de pintura estabelecido nos Jardins. Alma suicidou-se aos 35 anos por afogamento, na sua estância pampiana, no auge de seu talento e beleza. Admirada pelo grande poeta Paulo Bomfim (que escreveu um prefácio para o próximo livro dela a ser publicado) e pelo famoso bibliófilo José Mindlin (que possui obras inéditas dela) começa agora a sua trajetória triunfante, como "a última grande lírica do século XX", Poeta e Musa ao mesmo tempo.

Aqui um de seus tantos sonetos que está no blog de sua irmã Lúcia Welt http://sonetosdaalmawelt.blogspot.com/2009/04/fenix-de-alma-welt.html :

Fenix (Alma Welt)

Toda a experiência acumulada
Foi vã diante da força do momento
De emoção pungente e desatada
Produzida por antigo sentimento

Que voltou a mim como um pampeiro
Quando confrontei meu próprio amor
Ao vê-lo adentrar o meu terreiro
Vindo em minha direção... o predador!

E então, ó santa ingenuidade!
Um rubor me sobe, ó inocência!
E o tremor substitui toda a saudade.

E como uma donzela de outra era
Voltei a sonhar a tal quimera
Do primeiro amor em sua demência...

(sem data)

domingo, 5 de julho de 2009

Richard Bach


"O que a lagarta chama de fim do mundo, o homem chama de borboleta."

Richard Bach (1936 - ) - escritor estadunidense.

Uma cara nova para o velho vinil

Navegando neste domingo por alguns blogs acabei por encontrar este...
São por demais interessantes os trabalhos feitos com estes velhos discos de vinil feitos por Carlos Aires.
Para quem ainda tem desses antigos discos guardados, sem uso, é uma boa dica para usá-los como decoração... Mas, com disse, isso deve ser feito com discos que não são mais tocados.
Com isso me excluo dessa lista, pois meus discos da década de 80 e 90 são raridades que eu espero guardar por muito tempo!





domingo, 7 de junho de 2009

Liberdade... Liberdade...


"Não nascemos livres: a liberdade é uma conquista - e mais: uma invenção."

Octavio Paz (1914-1998) - poeta e ensaísta mexicano.

À Florada que se Aproxima


Apreciar a obra de um poeta é sempre melhor quando podemos de alguma forma conhecer o autor.
Não digo conhecer a fundo porque apenas tive o privilégio de trocar alguns e-mails com o grande poeta de Piracicaba, um dos grandes Príncipes da Poesia deste país, quando este pobre aprendiz de poeta mandou seus sonetos para que o grande bardo pudesse opinar sobre eles.
E o bardo mandou a sua resposta sobre a poesia do aprendiz, assim como Bandeira e Drummond fizeram com Affonso Romano de Sant'Ana.
No entanto, estes poucos contatos bastaram para que a admiração continuasse ainda maior e a procura pelo trabalho do poeta fosse ainda mais constante.
Falo de Lino Vitti, um dos grandes poetas deste nosso Brasil, e que do interior de São Paulo espalha seu canto. Lino era grande amigo de outro poeta que não tive o privilégio de conhecer, Cesarino Avino Sêga (1906-1991), poeta que morou em minha cidade.
E para lembrar o poeta Lino Vitti, deixo aqui, aproveitando esta época de floradas do inverno que se aproxima, seu magnífico soneto: Ipê Amarelo.


Ipê Amarelo

Lino Vitti (1920 - )

Ontem, galhos desnudos, onde o vento
desferia diabruras musicais.
Esqueleto infeliz, sólio bulhento
de uma chusma chilreante de pardais.

Mas hoje, que milagre, que portento!
De certo são os raios matinais
do sol que num feliz deslumbramento
se fixaram nos galhos fantasmais.

De certo que as estrelas do infinito
estão ali espetadas em rosários,
são culpadas de quadro tão bonito !

E a árvore - ontem pobre - hoje é um tesouro
exibindo vestidos milionários
e casquinando gargalhadas de ouro.

Milan Kundera


"Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida, já é a própria vida?"

Milan Kundera (1929 - )